Quinta Feira, 29 de Julho de 2010

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Servidores ameaçados de demissão se mobilizam pela permanência no emprego PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Ricardo Bessa   
Qua, 03 de Fevereiro de 2010 16:50

  
  

Ameaça de demissão causa tensão entre os servidores

Funcionários provisórios da saúde participaram de um ato público, na manhã desta quarta-feira, na tentativa de sensibilizar as autoridades para que tomem providencias a cerca da demissão, anunciada pelo Governo do Estado, de cerca de 700 trabalhadores que ocupam postos em diversas unidades de saúde da rede Estadual. A manifestação foi promovida pelo Sindicato dos Auxiliares, Técnicos de Enfermagem do Acre (Spate/AC) e aconteceu na Assembléia Legislativa do Acre (Aleac).

Os servidores pedem que o governo estenda o prazo para as demissões, programadas para ocorrerem até o mês de maio. A categoria alega que, a medida surpreendeu os profissionais, uma vez que o anuncio teria sido dado há apenas três meses antes da data limite para a exoneração dos trabalhadores.

De acordo com Jesus Pinheiro, presidente do SPATE/AC, os servidores estão conscientes que cumprem contratos provisórios, no entanto alguns deles estão no serviço público desde o ano de 1996 e nesse período contraíram dividas que precisam ser sanadas, como empréstimos e outros compromissos. Sendo assim, segundo ele, o encerramento repentino do contrato causa tensão entre os trabalhadores. “Queremos sensibilizar as autoridades, principalmente os parlamentares, que as demissões irão trazer o caos para a sociedade, primeiro pela perda do emprego de mais de 700 pessoas e segundo pela falta que esses profissionais, já habituados ao serviço, irão fazer as unidades”, frisou.

O presidente destacou que a maior preocupação é quanto à desinformação acerca do assunto, uma vez que a categoria escuta apenas rumores sobre as demissões e que eles serão substituídos pelos concursados do Pró-saude, mas não existe posicionamento oficial sobre como elas vão ocorrer e principalmente quando vão ocorrer. “Essa incerteza gera uma apreensão muito grande entre os servidores. Queremos um posicionamento do governo sobre o assunto’, disse.

Foto: Francisco Chagas

 


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