Domingo, 05 de Setembro de 2010

news blog logo
news menu leftnews menu right
Militares acreanos que estavam no Haiti retornam ao Acre PDF Imprimir E-mail
Avaliação do Usuário: / 1
PiorMelhor 
Escrito por Ricardo Bessa   
Sex, 05 de Fevereiro de 2010 19:17

  
  

Os seis militares acreanos que estavam no Haiti em missão de Paz, no momento em que aconteceu o terremoto que assolou aquele país, retornaram ao Acre nesta sexta-feira. Os repatriados desembarcaram no aeroporto Internacional de Rio Branco por volta do meio dia, onde foram recebidos com muita emoção por familiares, amigos e colegas do 7º Batalhão de Engenharia e Construção (7ºBEC).

 

O grupo se encontrava no Haiti desde o mês de junho do ano passado e aguardava o termino da missão e a substituição por outro destacamento para o retorno para casa.

 

Na semana passada, os militares haviam desembarcado em Manaus, junto com militares de outros Estados da região norte e, após passarem por uma bateria de exames retornaram para o Estado de origem.

O exercito preparou uma recepção, com a presença da banda de musica executando canções festivas. No entanto, a festa ficou por conta dos familiares e amigos que, portando faixas de boas vindas e com a emoção estampada nos rostos, aguardavam desembarque dos milicianos com ansiedade. “Esse é um momento de muita felicidade”, disse Lidiane Damasceno, esposa do capitão Julio André, que estava visivelmente emocionada. 

Uma área no interior do aeroporto foi preparada para que os familiares aguardassem o desembarque. Os olhares estavam atentos em direção a toda à movimentação nas proximidades do avião. Primeiro, o grupo foi recepcionado pelo comando do 7º BEC, nas proximidades da aeronave, e em seguida caminharam para junto dos entes queridos.

As crianças não se contiveram e correram ao encontro dos militares, e depois foram seguidas pelos demais. A cena foi marcada por abraços calorosos e pôs fim a um longo período de tensão, vivido desde a tragédia. “O sentimento é de vitória e ao mesmo tempo de alivio”, resumiu o capitão Julio André, ao lado da esposa.

O sargento José Osmilandes também comemorou a chegada ao Estado natal. “È maravilhosa a emoção de rever a família e os amigos. Não existem palavras para definir, é inexplicável”, disse o sargento.

A esposa do militar, Naucifran Souza, contou que toda a família estava muito apreensiva desde que tomou conhecimento da tragédia. “Recebemos a ligação dele e soubemos o que aconteceu antes de sair na imprensa, por isso não fomos pegos de surpresa. Mas, esses dias todos foram de muita tensão. Agora que ele está aqui estamos tranqüilos”, comemorou.

Tragédia - O capitão Julio André relatou que após a tragédia o contingente foi destacado para trabalhar na ajuda aos atingidos, e que ele e os colegas atuaram na remoção de corpos dos escombros e no sepultamento dos mortos. No entanto, também participou de um salvamento de um garoto que estava soterrado entres os escombros. “Foram dias de muito trabalho, angústia e dor, mas também de esperança. É gratificante ver em meio a tanta morte, desgraça e dor, uma criança saindo dos destroços, jubilando e celebrando a vida”, frisou.
Para o capitão, os acontecimentos jamais serão esquecidos, no entanto a experiência ensinou lições para toda a vida. “Também foi um aprendizado e com certeza aprendemos coisas que poderemos repassar aos demais ao longo da nossa carreira profissional”, comentou.

O Coronel Cesar Augusto do Valle, comandante do 7º BEC, destacou que a situação vivida no Haiti mobilizou o batalhão, que prestou apoio as famílias e acompanhou atentamente o que acontecia com os militares naquele país. “No momento da tragédia, todos ficamos preocupados. Depois conseguimos o contato com o Capitão Julio André, que informou que todos os militares acreanos estavam bem e então passamos a confortar as famílias”, declarou.

Segundo o comandante, havia a previsão que os militares retornassem logo após o terremoto, no entanto eles só puderam retornar após o término da missão, após serem substituídos por colegas. Ele informou que, outros 10 militares acreanos foram encaminhados ao Haiti, para assumir os postos dos colegas repatriados.

 


Copyright 2009, todos os direitos reservados para www.oacre.com.br