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Corpo de Edna é exumado sob protesto da família PDF Imprimir E-mail
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Ter, 06 de Julho de 2010 19:43

  
  

Cadáver será periciado por até quatro dias

O corpo da estudante Edna Maria Ambrósio Rêgo, 23 anos, morta numa blitz da Polícia Militar, no dia 25 de fevereiro deste ano, foi removido ao Instituto Médico Legal (IML) sob protestos de familiares, na manhã desta terça-feira, 6.

 

Liderado pela mãe da vítima, Maria Ambrósio Rêgo e pela irmã, Eronilda Maria Ambrósio, o grupo se manifestou contra a exumação do cadáver da estudante, sepultado no cemitério Morada da Paz, em apoio aos parentes que desde o anúncio de que a Justiça ordenaria novos exames periciais, se mostraram desfavoráveis ao procedimento.

Sob a observação de autoridades da Justiça e do Ministério Público do Estado do Acre, o caixão de Edna foi removido da sepultura às 9h55 ainda intacto.

No IML, o corpo passará por um exame de raio-x, que permitirá saber se há mais fragmentos de metais no cadáver, decorrentes de fragmentos de balas.

Para o MPE, pode haver indícios de que mais disparos, além do único tiro de fuzil descrito no primeiro laudo, possam ter ocorrido na noite em que Edna e o namorado, Jeremias de Souza Cavalcante, 21 anos, ‘furaram’ a blitz da PM, no bairro Palheiral.

“Existem indícios de que ela possa ter sido atingida com outros disparos. Pode ter havido disparos de outras armas”, afirmou o promotor do MPE, Rodrigo Curtis, e que acompanha o caso.

Outro fato novo é que o namorado Jeremias se dispôs a se submeter a uma cirurgia para retirada do estilhaço que ficou alojado em suas costas. O artefato será também periciado e servirá para confrontar com os demais dados.

Jeremias furou um bloqueio da PM no bairro Palheiral, na noite de 25 de fevereiro. Policiais resolveram fazer disparos, segundo a defesa deles, de advertência, mas ao menos um tiro de fuzil traspassou Edna Rêgo que estava na garupa,  atingindo também Jeremias. Edna morreu logo depois de ser socorrida. 

Mãe diz que exumação é desnecessária – Munida de fotos e de cópias dos laudos iniciais, Maria Ambrósio Rêgo afirma que não há dúvidas sobre o disparo que atingiu a filha.

“Eu vi com meus próprios olhos a minha filha. Não havia nenhuma outra perfuração de bala no corpo dela, que não fosse a que lhe matou”, disse à reportagem da TV Gazeta.

“Só não entendo o porquê de uma nova agressão como estão fazendo agora”, protestou ela.

A mãe afirmou que vai processar o Estado por danos morais se o novo exame pericial comprovar o inicial.

O corpo de Edna poderá ficar até quatro dias no IML ou pelo tempo necessário para que se realizem todo o procedimento. Depois, retorna ao cemitério.

Rose Lima, da TV Gazeta

Foto: Gleyciano Rodrigues

 


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