A transformação tecnológica dos principais setores da economia brasileira estará no centro de um dos debates do primeiro dia do 1º Fórum Econômico RIW FGV, realizado em 5 de agosto, durante a Rio Innovation Week 2026. A mesa-redonda “Dinâmica tecnológica: Agro 5.0, Indústria 5.0 e Serviços 5.0” acontece das 14h30 às 16h45, no Kobra – 1º Piso, Palco 32, e reunirá representantes do setor produtivo, da academia e de instituições ligadas ao desenvolvimento industrial para discutir como a digitalização e a inteligência artificial vêm redesenhando a competitividade do país.
O debate parte da constatação de que, embora o Brasil figure entre os países que mais adotam tecnologias digitais e inteligência artificial, essa transformação ocorre de forma desigual entre os diferentes segmentos da economia, ampliando diferenças de produtividade entre o agronegócio, a indústria e o setor de serviços.
Além de analisar o estágio de maturidade tecnológica de cada setor, a mesa discutirá os impactos da inteligência artificial e de outras tecnologias disruptivas sobre a base produtiva nacional, os desafios para ampliar a difusão da inovação, a necessidade de investimentos em infraestrutura digital, qualificação profissional e segurança cibernética, além das condições necessárias para consolidar o modelo da chamada Economia 5.0.
Participam da mesa Lucas Piton, do iFood; Otávio Noleto, da ABDI; Jefferson Gomes, da CNI; Murilo Barbosa, da ATP; e Guilherme Bastos, da FGV Agro. A coordenação será de Irineu Rodrigues Frare, da FGV Projetos.
Para o coordenador da mesa, Irineu Rodrigues Frare, o grande desafio brasileiro já não é apenas incorporar novas tecnologias, mas convertê-las em ganhos concretos de produtividade e desenvolvimento.
“O Brasil deve chegar a agosto no topo dos rankings globais de uso de inteligência artificial e ainda atrás nos de produtividade. Porque essas duas coisas não se encontram é a pergunta que norteia nossa mesa do Fórum Econômico RIW FGV. Agro, indústria e serviços vivem a mesma transição em estágios diferentes: o agro é fronteira tecnológica mundial, mas apenas um quarto das propriedades rurais tem conexão confiável em toda a área produtiva; a indústria é onde a digitalização oferece hoje a maior alavanca de competitividade; e os serviços, perto de 70% da economia, são onde a IA generativa avança mais rápido”, pontua Frare, que acrescenta:
“Adotar tecnologia o Brasil faz com velocidade; transformar adoção em produtividade depende de infraestrutura, qualificação e previsibilidade regulatória. Por isso o debate não termina no palco: as recomendações construídas ao longo do Fórum serão entregues a quem for eleito em outubro”, salienta.
Ao reunir especialistas com diferentes experiências em inovação, indústria, agronegócio e transformação digital, o painel pretende identificar caminhos para acelerar a difusão tecnológica entre os diversos setores da economia brasileira, fortalecendo a competitividade nacional em um cenário global cada vez mais orientado por dados, inteligência artificial e inovação.
Ao promover o 1º Fórum Econômico RIW FGV, a Fundação Getulio Vargas reforça seu compromisso histórico com a produção e a disseminação de conhecimento voltado ao desenvolvimento do Brasil. Reconhecida nacional e internacionalmente pela excelência em ensino, pesquisa e geração de conhecimento aplicado, a instituição consolida, com a iniciativa, seu protagonismo na promoção de debates de alto nível sobre temas estratégicos para o país, reunindo especialistas, formuladores de políticas públicas e líderes empresariais com o objetivo de contribuir com soluções inovadoras para os desafios da economia contemporânea.
Ao fim do Fórum, será elaborado um documento com contribuições oriundas dos debates entre os participantes. As recomendações de políticas públicas construídas ao longo do encontro, nas diferentes áreas abordadas, serão entregues aos eleitos nas eleições de 2026 como uma forma de cooperação para o desenvolvimento do país.




