A Polícia Civil do Acre (PCAC) avançou na preparação de um novo concurso público que prevê 139 vagas distribuídas entre seis cargos. A expectativa da instituição é publicar o edital ainda em 2026, após a conclusão dos ajustes técnicos e administrativos. A escolha do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan) como banca organizadora marca uma etapa importante para a realização da seleção.
A informação foi confirmada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Paulo Buzolin, ao portal O Acre. A contratação da instituição foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (22), por meio de dispensa de licitação, após análise jurídica da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
Segundo Buzolin, a definição da banca coloca o certame na fase final de preparação antes da divulgação das regras para os candidatos.
“Estamos trabalhando nos ajustes finais do edital”, afirmou o delegado-geral, ao destacar que a prioridade é garantir uma seleção transparente, com critérios claros e segurança jurídica.
Concurso terá oportunidades em seis áreas
As 139 vagas previstas contemplam diferentes carreiras da Polícia Civil acreana. A distribuição inclui funções de investigação, identificação humana, perícia criminal e atuação médico-legal.
Confira os cargos previstos:
- Delegado de polícia;
- Oficial investigador de polícia;
- Papiloscopista;
- Perito criminal;
- Perito médico-legista;
- Auxiliar de necropsia.
A quantidade de vagas destinada a cada função ainda não foi divulgada. Informações sobre escolaridade exigida, salários, inscrições, taxas e calendário das provas também dependem da publicação do edital.
O concurso havia sido anunciado pelo governo em abril, com previsão de 139 vagas. Na ocasião, a divulgação inicial destacava os cargos de delegado, oficial investigador e perito. Agora, a estrutura informada pela direção da Polícia Civil abrange seis funções.
Edital deve sair até o fim do ano
A previsão de publicação do edital ainda em 2026 continua mantida pela direção da Polícia Civil. De acordo com Buzolin, a equipe trabalha para concluir as providências necessárias antes de abrir oficialmente a seleção.
O delegado-geral ressaltou que a prioridade não é apenas acelerar o processo, mas garantir que todas as etapas sejam organizadas de maneira adequada.
A legislação da Polícia Civil, alterada em julho deste ano, estabelece fases obrigatórias para os concursos da instituição. Entre elas estão provas objetivas, subjetivas e de títulos, avaliação física, exames médicos e toxicológicos, avaliação psicotécnica e investigação criminal e social. Para o cargo de delegado, também está prevista prova oral.
Os procedimentos específicos, a ordem das etapas e os critérios de aprovação deverão ser detalhados no documento oficial.
Idecan será contratado por dispensa de licitação
A contratação do Idecan foi autorizada por meio de dispensa de licitação, com fundamento no artigo 75, inciso XV, da Lei nº 14.133/2021. O dispositivo prevê a possibilidade de contratação direta de determinadas instituições brasileiras sem fins lucrativos que atendam aos requisitos legais, inclusive quanto à finalidade institucional e à reputação ética e profissional.
O procedimento levou em consideração o Parecer nº 056/2026 da Procuradoria-Geral do Estado, emitido em 19 de outubro, que concluiu pela legalidade da contratação.
Conforme o extrato publicado no Diário Oficial, os custos dos serviços prestados pela banca serão cobertos pelos valores arrecadados com as taxas de inscrição dos candidatos.
Até quinta-feira (22), o novo concurso ainda não constava entre as seleções futuras divulgadas no portal público do Idecan.
Polícia Civil está há nove anos sem novo concurso
A seleção é aguardada em um cenário de defasagem no quadro de servidores. Conforme o delegado-geral, o último concurso público para a Polícia Civil do Acre foi realizado em 2017. Desde então, aposentadorias, afastamentos e o aumento das demandas de investigação criminal ampliaram a necessidade de recomposição das equipes.
Buzolin avalia que a chegada de novos profissionais poderá fortalecer a capacidade de investigação, renovar o efetivo e ampliar a presença da instituição nos municípios acreanos.
A expectativa é que o reforço de pessoal contribua para melhorar o atendimento à população e dar mais condições de trabalho aos policiais responsáveis pela apuração de crimes.
Interior do Acre está entre as prioridades
Um dos principais desafios apontados pela direção da Polícia Civil é a falta de servidores nas unidades do interior. Com equipes reduzidas, profissionais precisam acumular atribuições, situação que pode comprometer a capacidade de resposta das delegacias.
Segundo Buzolin, a instituição já trabalha no planejamento da distribuição dos futuros servidores entre Rio Branco e os demais municípios, levando em consideração as necessidades operacionais de cada unidade.
A intenção é priorizar locais com maior deficiência de pessoal e fortalecer o trabalho de polícia judiciária em todo o estado.
Apesar da expectativa de reforço, o delegado-geral reconhece que as 139 vagas não serão suficientes para resolver toda a defasagem acumulada ao longo dos anos. Ele explicou que o número de contratações também precisa respeitar os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Com a banca organizadora definida, a próxima etapa é concluir os procedimentos administrativos e técnicos para publicar o edital. Até lá, os candidatos devem acompanhar os canais oficiais do governo estadual e da Polícia Civil para obter informações confirmadas sobre requisitos, remuneração, inscrições e datas das provas.




