Jornalismo acreano perde Ayres Rocha

O jornalismo acreano perde uma de suas vozes mais conhecidas. Ayres Rocha, que durante décadas fez parte da rotina de milhares de famílias no Acre, morreu nesta quarta-feira (14). Uma trajetória marcada pelo compromisso com a informação, pela credibilidade e por uma relação construída diariamente com o público.

Ayres Rocha construiu sua trajetória ao longo de décadas na televisão acreana. Começou na Rede Amazônica em 1988 e, no ano seguinte, assumiu a apresentação de telejornais. Tornou-se um dos rostos mais conhecidos da comunicação no estado.

Foram milhares de edições, incontáveis notícias e muitas histórias compartilhadas com os telespectadores. Durante mais de 30 anos, Ayres esteve à frente do Jornal do Acre, conquistando espaço na memória de gerações que se acostumaram a acompanhar sua presença na tela.

Em 2019, também participou de uma edição do Jornal Nacional, representando o jornalismo produzido na Amazônia em um dos telejornais de maior alcance do país.

Em novembro de 2024, depois de mais de três décadas de trabalho, Ayres se despediu da bancada do Jornal do Acre. Um momento de reconhecimento por uma carreira que ajudou a construir a história do telejornalismo regional.

Hoje, a despedida ganha outro significado. A voz que tantas vezes anunciou os acontecimentos do dia passa a fazer parte da memória de quem acompanhou sua trajetória.

Para o jornalismo, fica a história de um profissional que dedicou grande parte da vida à missão de informar. Para os colegas, a lembrança de uma caminhada compartilhada. Para o público, a memória de alguém que entrou diariamente em suas casas por meio da televisão.