Rio Branco, AC, 6 de março de 2026 02:37

Passaporte de Eliza Samudio ficará à disposição da família

Arlie Moura, irmão da modelo, aguarda o Itamaraty e a Justiça portuguesa para fazer uma investigação sobre o caso

A família da ex-modelo Eliza Samudio espera que tanto o Itamaraty, quanto Justiça portuguesa investiguem o aparecimento do passaporte dela. Em entrevista ao Portal iG, Arlie Moura, irmão de Eliza Samudio, ressaltou que soube da descoberta do documento através de um grupo de WhatsApp.

“Uma amiga me mandou a notícia. Minha mãe nunca me contou nada, só quando a Eliza foi morta, em 2010. Depois disso, eu sempre sei das notícias sobre o caso da minha irmã pela imprensa”, frisa.

Arlie ressaltou que não recebeu contato do Itamaraty ou Consulado sobre o caso, como também salientou que não tem conhecimento se esses órgãos acionaram outras pessoas da família. À reportagem, ele comenta que acredita na veracidade do documento.

“Pelas informações, tudo leva a crer que sim. Justamente pelo nome da Eliza completo que é Eliza Silva Samudio. Silva é o sobrenome da minha mãe e Samudio do pai dela, que ela é filha do primeiro casamento da minha mãe, tem a data de nascimento e a filiação. Então, tudo leva a crer que seja dela mesmo”.

O que aconteceu

O documento de Samudio, encontrado em um apartamento em Portugal no final de 2025, ficará à disposição da família. A informação foi enviada pelo Itamaraty ao Portal iG.

À reportagem, o órgão informou que instruiu o Consulado-Geral em Lisboa a remeter o passaporte, que já está expirado e cancelado, para a sede do Itamaraty, localizada em Brasília. “O documento ficará à disposição da família, caso tenha interesse em receber o documento de viagem”, salientou.

Mediante nota, enviada ao Portal iG, o Consulado-Geral em Lisboa ressaltou que recebeu o passaporte de Eliza Samudio na última sexta-feira (2). Na ocasião, foi realizada de imediato uma consulta, junto ao Itamaraty, para obter direcionamento sobre qual destino se daria ao documento.

Família espera investigação

Encontrar o passaporte de Eliza, após 15 anos do assassinato, é como reviver o ano de 2010. Mesmo com a pouca idade, Arlei, que tinha 10 anos à época, relata que a história ainda mexe com o emocional.

“Ontem, dia 5 de janeiro, foi o aniversário de falecimento do meu pai. No próximo mês, Eliza faria 41 anos. Então, são meses que, emocionalmente, fico sensível. O Natal e Ano Novo já são datas que me deixam sensível (…)são muitas lembranças de coisas vividas. Ontem, essa questão da Eliza foi mais um choque, um baque”.

Para Arlie Moura, o caso ainda não está encerrado. Ao Portal iG, ele menciona que espera uma ivestigação e que Itamaraty e a Justiça portuguesa apresentem uma resposta concreta à família.

“Ontem mesmo, foi noticiado que não houve registro de segunda via do passaporte. Espero que o Itamaraty e a Justiça de Portugal consigam dar um direcionamento para a gente ter um norte, porque ela entrou e como conseguiu sair sem o documento? Espero que haja uma investigação que traga respostas do que aconteceu. Como uma pessoa sai do país, é assassinada e, anos depois, o passaporte é encontrado? A gente espera algo concreto e não qualquer tipo de resposta”, enfatiza.