A JBS registrou receita líquida recorde de US$ 23,9 bilhões no segundo trimestre deste ano, crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo o forte desempenho de sua plataforma global diversificada de proteínas. De abril a junho, o EBITDA ajustado chegou a US$ 1,257 bilhão, e a maioria das unidades de negócio da companhia apresentou melhora sequencial de rentabilidade, apesar dos desafios persistentes no segmento de carne bovina nos Estados Unidos.
“Voltamos a registrar receita recorde, refletindo a força de nosso portfólio diversificado entre geografias, proteínas e marcas. Apesar das diferentes condições de mercado ao redor do mundo, nossas equipes operacionais mantiveram o foco em execução, eficiência e alocação disciplinada de capital”, afirma o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni.
A alavancagem líquida encerrou o trimestre em 3,10 vezes. A JBS mantém uma posição robusta de liquidez, com prazo médio da dívida superior a 15 anos e custo médio de 5,7% ao ano.
“Temos uma estrutura de capital sólida e liquidez adequada para atravessar os diferentes ciclos de nossas operações. O foco permanece na maximização do retorno dos investimentos já realizados”, diz Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS.
O fluxo de caixa livre foi positivo em US$ 130 milhões, melhora de US$ 185 milhões em relação ao segundo trimestre de 2025. O avanço foi impulsionado por iniciativas de gestão do capital de giro, incluindo desconto de recebíveis, adiantamentos de clientes relacionados às exportações no Brasil e evolução da conta de fornecedores.
O desempenho do trimestre refletiu os benefícios da plataforma operacional diversificada da JBS, com resultados sólidos em aves, suínos e operações internacionais ajudando a compensar a pressão persistente na indústria de carne bovina na América do Norte.
Unidades
A JBS Beef North America registrou receita líquida recorde de US$ 7,8 bilhões, alta de 14,2% em relação ao 2T25, apoiada por preços da carne bovina em níveis historicamente elevados e pela demanda resiliente do consumidor norte-americano. O aumento do preço dos bovinos, entretanto, superou a valorização da carne, mantendo os spreads da indústria pressionados. A unidade apresentou EBITDA ajustado negativo de US$ 100 milhões, melhora relevante em relação ao resultado negativo de US$ 264 milhões no mesmo período de 2025. O negócio manteve o foco em eficiência operacional, ganhos de rendimento e maximização de valor, enquanto a oferta restrita de bovinos continuou pressionando as margens.
A Pilgrim’s Pride registrou receita líquida de US$ 4,6 bilhões e EBITDA ajustado de US$ 360 milhões, com margem EBITDA de 7,8%. A demanda por frango permaneceu firme nos Estados Unidos, na Europa e no México. Nos EUA, a rentabilidade melhorou em relação ao primeiro trimestre, apoiada por ganhos de produtividade, modernização das plantas e maior eficiência nas operações de aves vivas. O segmento de alimentos preparados continuou apresentando crescimento de vendas e margens, liderado pelo forte desempenho da marca Just Bare.
A JBS Brasil alcançou receita líquida recorde de US$ 4,6 bilhões, alta de 28% em relação ao 2T25, e o maior EBITDA ajustado já registrado para um segundo trimestre, de US$ 273 milhões, avanço de 22,1% ante igual período de 2025, apesar do aumento de 12% no preço médio do gado. A unidade registrou margem EBITDA de 5,9%.
O desempenho foi impulsionado pelas exportações, com preços e volumes mais elevados, apoiados pela estratégia de diversificação de mercados da Companhia. No mercado doméstico, a unidade manteve o foco em clientes-chave, na expansão do portfólio de produtos de valor agregado e no fortalecimento da execução comercial.
A Seara manteve margem EBITDA ajustada de 12,3%, apoiada pelo crescimento de volumes, pela eficiência operacional e pela expansão comercial nos mercados interno e externo. O EBITDA ajustado totalizou US$ 315 milhões.
A unidade alcançou receita líquida de US$ 2,5 bilhões, alta de 18,2% em relação ao segundo trimestre de 2025, e volume superior a 1 milhão de toneladas no trimestre. O desempenho reflete maior utilização da capacidade produtiva, investimentos contínuos em automação e eficiência industrial e a ampliação do portfólio de produtos de valor agregado.
A JBS USA Pork manteve a rentabilidade dentro de sua faixa histórica, mesmo diante de uma demanda doméstica mais moderada. A receita líquida totalizou US$ 2,1 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 38% em relação ao ano anterior, para US$ 184 milhões, com margem EBITDA de 8,9%.
Os resultados foram beneficiados pela execução comercial disciplinada, por um mix de vendas favorável e pelo crescimento contínuo de produtos de marca e de valor agregado, que ajudam a reduzir a exposição à volatilidade do mercado de commodities e favorecem resultados mais consistentes ao longo dos ciclos de mercado.
A JBS Austrália registrou crescimento de 30% da receita líquida em relação ao segundo trimestre do ano passado, alcançando US$ 2,6 bilhões, sustentada por preços e volumes mais elevados.
O segmento de carne bovina apresentou desempenho sólido nos mercados doméstico e de exportação, enquanto os negócios de suínos, alimentos preparados e salmão contribuíram para um perfil de resultados mais diversificado. O EBITDA ajustado totalizou US$ 218 milhões no trimestre, com margem EBITDA de 8,5%.
“Olhando para frente, continuamos focados em melhorar o desempenho operacional, fortalecer nosso portfólio de marcas e gerar fluxo de caixa, mantendo a flexibilidade necessária para atravessar diferentes ciclos de mercado”, conclui Tomazoni.




