O ano de 2026 tem sido marcado por extremos climáticos no Acre. Depois de registrar três enchentes nos primeiros meses do ano, o Rio Acre agora enfrenta uma rápida redução no volume de água, acendendo um alerta para possíveis impactos no abastecimento, na produção agrícola e no transporte fluvial.
Na capital acreana, as cheias chegaram a atingir cerca de 25% da população. Agora, com a influência do fenômeno El Niño e mais de 40 dias sem chuvas significativas em diversas regiões do estado, a preocupação das autoridades se volta para a estiagem.
O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, coronel Cláudio Falcão, destaca que o nível do Rio Acre se aproxima de uma situação crítica.
“Estamos vivendo um extremo climático na capital. O rio está se aproximando da cota de dois metros, o que pode comprometer o abastecimento de água, dificultar a atividade agrícola e causar ainda mais transtornos no escoamento da produção”, afirmou.
Segundo Falcão, os produtores rurais que utilizam o rio como principal via de transporte já enfrentam dificuldades para levar mercadorias até os centros de comercialização.
“Em condições normais, muitos produtores levam cerca de duas horas para sair das propriedades e chegar aos portos de desembarque. Com a redução do nível do rio, há trechos que praticamente dobram esse tempo de deslocamento e outros onde a navegação já não é mais possível”, explicou.
A Defesa Civil alerta que os efeitos da estiagem podem atingir toda a população. Diferentemente das enchentes, que afetam áreas específicas da cidade, a baixa do Rio Acre tem potencial para causar reflexos em diversos setores da economia e dos serviços essenciais.
“Enquanto uma cheia atinge aproximadamente um quarto da cidade, a estiagem afeta toda a população. Já informamos o prefeito sobre a gravidade da situação e a expectativa é que, nos próximos dias, seja decretada situação de emergência em Rio Branco”, concluiu o coordenador.
Com a continuidade da seca e a previsão de chuvas abaixo da média para as próximas semanas, o monitoramento do Rio Acre segue sendo realizado diariamente pelos órgãos de defesa civil e ambientais.




